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domingo, 2 de agosto de 2020

COMO ESTÁ O NÍVEL DA SUA AUTOESTIMA?

Por Néa Tauil

O nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia positiva ou negativamente tudo em sua vida. Assista ao vídeo e descubra se o nível da sua autoestima está favorecendo ou impedindo que alcance satisfação pessoal e sucesso profissional. 

                                    


Psicóloga - Psicoterapeuta Nėa Tauil - idealizadora do movimento social Família EU:educando para o amor-próprio.

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Nėa Tauil – Psicóloga, psicoterapeuta,  presidente do Movimento Social Família EU:educando para o amor-próprio
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

BAIXA AUTOESTIMA PREJUDICA A RELAÇÃO AMOROSA


Por Néa Tauil



Nas relações íntimas, a autoestima direciona o tipo de relacionamento a ser conservado, pois quaisquer que sejam nossos sentimentos sobre nós mesmos, tendemos a refleti-los em nossos relacionamentos. Ou seja, a maneira como nos posicionamos diante de nós mesmos - na vida - direciona como vamos lidar com as outras pessoas. Isso significa que uma pessoa com boa relação consigo mesmo terá boas relações com os outros. O contrário também é verdadeiro: uma pessoa que se desmerece, que  diz  para si coisas negativas e que não acredita, ou não confia em si mesmo, seus relacionamentos refletirão esse negativismo. 

Como se pode ver, a questão da autoestima é muito mais importante do que as pessoas pensam, já que o nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia positiva ou negativamente tudo em sua vida. Há muitas definições para autoestima, mas todas têm em comum o conceito de amor por si mesmo. Mas o que é o amor por si mesmo? É agir amorosamente em relação a sua pessoa, satisfazer suas próprias necessidades e desejos, nutrir consideração e respeito por si mesmo, saber valorizar o que se tem de melhor, como também reconhecer os defeitos e limitações.

Na relação amorosa, os parceiros podem apresentar um nível alto ou baixo de autoestima. Nesse sentido, pode-se dizer que a pessoa com  autoestima alta acredita em si mesmo, é o que quer ser, desfruta a vida e assume responsabilidade sem culpar os outros e sem se justificar pelas escolhas que faz. Já quem sofre de baixa autoestima tende a interpretar fatos e sinais de uma maneira ruim e tem uma visão extremamente negativa de si próprio o tempo todo. A baixa autoestima é um sentimento de menos valia e que está sempre associada ao sentimento de insegurança. Estudos mostram claramente que a visão negativa que se tem de si mesmo é um fator determinante para o surgimento de transtornos psicológicos, como fobias, depressão, estresse, ansiedade, insegurança interpessoal, problemas de relacionamento e muitos outros. É fato que  pessoas com baixa autoestima tendem a adoecer mais, devido ao nível de exigência que se impõem para agradar aos outros, pelo alto desgaste emocional para lidar com as dificuldades, pela instabilidade e fragilidade emocional de se ver por meio dos "olhos" dos outros, o que promove frustrações diante de desaprovações. Não é demais ressaltar que os problemas de muitas pessoas é que se desprezam e se consideram seres sem valor e indignos de serem amados. 

Sem dúvida, a baixa autoestima prejudica a relação amorosa, já que  o parceiro(a) se relaciona com os recursos que lhe são oferecidos. Dessa forma, na relação amorosa é necessário primeiro gostar de si para que cada um desenvolva seus próprios recursos de modo a não se anular e não sobrecarregar o parceiro. Nesse sentido, pode -se notar que a autoestima não é apenas uma questão externa relacionada exclusivamente à  aparência, é  - acima de tudo  - uma questão interna. Por isso, investir apenas em transformações físicas como ( alterações de peso ou um corte de cabelo) não são suficientes para melhoria do autoconceito, pois o nível da autoestima está diretamente ligado ao modo como a pessoa se conhece, lida com suas emoções diante da realidade  e enfrenta as diversas situações. 

Com certeza, para amar a si mesmo é preciso se conhecer, a fim de atender as próprias necessidades e desejos. Conhecer-se melhor, sabemos, desde Sócrates (470-399 a.C.), é fundamental para o viver, já que os outros entram em nossa sintonia e repetem o que emanamos. Então, se é assim, seja o primeiro a se dar carinho, afeto, consideração e respeito, pois quando um dos parceiros não se ama e não se respeita, não pode exigir que o outro o ame e respeite.



Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A RELAÇÃO DO CIÚME PATOLÓGICO COM A INFÂNCIA

Por Néa Tauil

É fato que todos nós cultivamos certo grau de ciúmes. Mas, esse sentimento,  em sua forma excessiva tornou-se um dos principais responsáveis pelo aumento da violência doméstica ( que envolve tanto a agressão física quanto à verbal) e, consequentemente, dos homicídios, que são noticiados diariamente.

As causas do ciúmes estão estritamente relacionadas à infância, como afirma Skoloff, (1954, apud, Alves, 2001, p.18) “o ciúme excessivo das pessoas adultas, de caráter neurótico, irracional, tem sua real origem nos traumas ciumentos da primeira infância”. Dessa forma, podemos afirmar que o ciúmes patológico está associado às vivências da infância.

Como se sabe, todos nós já fomos um recém-nascido, um bebê, uma criança, por isso, temos uma história única e específica de nossa infância e, a maioria das histórias infantis estão cheias de dores e dificuldades individuais  vividas  na infância e que registram, em cada um de nós, um padrão de funcionamento. Com isso, pode-se dizer que as gravações psíquicas e emocionais da nossa primeira relação com mãe ou pai estão registradas para sempre em nosso inconsciente. Ou seja, temos inscrito em nós um padrão - características "formatadas" nessas relações fundamentais com nossos pais   - de desejo, ciúme, ódio, aversão, amor, traição, mágoa, ressentimento, desconfiança, etc.  A forma de cada criança vivenciar essa relação influenciará toda sua estrutura psíquica, determinando, na vida adulta, como essa pessoa irá se posicionar frente ao amor e viver a fantasia de ser amada ou rejeitada.

Isso mostra que não é por acaso que o ciúme patológico - no contexto de um relacionamento amoroso -  compreende vários sentimentos perturbadores, desproporcionais e absurdos, os quais determinam comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Esses sentimentos envolvem um medo desproporcional de perder o parceiro(a) para um(a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no relacionamento interpessoal. Considera-se que o ciúme patológico pode se mostrar em três casos: na forma de ciúme prevalente (que surge como um traço isolado), de ciúme obsessivo (quando a pessoa tem idéia fixa na traição e não consegue parar de pensar nisso) e de ciúme delirante (a convicção fantasiosa de que a outra pessoa é infiel, ainda que o fato não tenha qualquer nexo com a realidade). 

Segundo Bernardo Stamateas (2010), o ciumento tem medo de perder porque não tem a permissão interior de ter. É alguém que cresceu em um ambiente de violência e abandono, onde o pai ou a mãe sempre o desqualificavam, ou  o enganavam, enfim, em um lugar onde os pais não davam permissão, ou seja, lugar onde faltou validação. Diz ainda que  os pais são aqueles que devem bendizer os filhos, já que isso significará dar permissão para ter, viver e poder. Talvez isso explique porque uma das características mais comuns da pessoa excessivamente ciumenta é a baixa autoestima. Ela não acredita que tem valor e merece respeito. Acha que é alguém que a qualquer momento pode ser traído e abandonado. Somam-se ainda fatores como insegurança, medo, instabilidade e a própria desorganização pessoal.


É fato que crimes passionais, privações momentâneas de consciência, adesões afetivas inexplicáveis e violentas falam de várias reações a um buraco afetivo acontecido no começo da infância e que precisa ser preenchido de qualquer maneira, para que algum sentido aconteça ao afeto perdido inexoravelmente. Assim, podemos perceber, logo de início, que o ciúme não se trata de um sentimento voltado para o outro, mas sim voltado para si mesmo, ou seja, para quem o sente. Na verdade, o medo que alguém sente de perder o outro ou sua exclusividade sobre ele é um sentimento egocentrado, que pode muito bem ser associado à terrível sensação de ser excluído de uma relação (Santos, 2002, p.76)

Não há como negar que relacionamentos saudáveis consistem em respeitar e valorizar a individualidade, tanto do outro como a própria. Então, para deixar de fazer do parceiro um instrumento para curar suas dores infantis é essencial que a pessoa portadora de ciúme patológico tenha noção de que alguns problemas requerem mais que somente sua boa vontade de mudar, mas sim a ajuda de profissionais que estão aptos a tratá-lo. Felizmente há tratamento. O primeiro passo é reconhecer quando o ciúme está passando dos limites e buscar ajuda psicológica, pois como vimos anteriormente, o ciúme tem mais a ver com a relação consigo mesmo do que com quem se ama.  






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REFERÊNCIAS:

ALVES, Roque de Brito. Ciúme e Crime: Crime e Loucura. Rio de Janeiro: Forense, 2001.
STAMATEAS, Bernardo. Emoções Tóxicas. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2010.
SANTOS, Eduardo Ferreira. Ciúme e Crime: Uma observação Preventiva. Psic, cerqueira césar,
v. 3, n.2, p.74 - 77, 2002.