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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

COMO SABER SE É TRISTEZA OU DEPRESSÃO?

Por Néa Tauil

Recorte da live ¨PODEMOS PREVENIR DEPRESSÃO¨, realizada no dia 23/08/24, no PROGRAMA HORIZONTES da RÁDIO MANAWA. Confira !

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NÉA TAUIL Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do Movimento Família EU: educando para o AMOR-PRÓPRIO CRP 07/10971 Site: www.familiaeu.com.br E.mail: familiaeu8@gmail.com MANTENHA-SE LIGADO(A) EM NOSSAS REDES SOCIAIS - Youtube: https://www.youtube.com/@movimentofamiliaeu - Facebook: https://www.facebook.com/familiaeu8 - Instagram: https://www.instagram.com/movimentofamiliaeu #movimentofamiliaeu #amorproprio #psicoterapia

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: DO MEDO À ANSIEDADE

Por Néa Tauil

O medo é diferente da Ansiedade. Apendendo a diferenciar o medo da ansiedade você irá conseguir identificar quando o medo sinaliza um perigo real ou quando o estímulo que o produz é uma ameaça só na sua imaginação. Saber reconhecer os medos reais e os medos imaginários ajuda você a deixar de se torturar com os medos imaginários, adotando atitudes diferentes diante do novo, do desconhecido e da imprevisibilidade. Assista ao vídeo abaixo e sabia mais! Psicóloga Néa Tauil




Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil) - CRP: 07/10971
Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e  presidente do movimento social Família Eu: Educando para o amor-próprio. www.familiaeu.com.br

sábado, 4 de abril de 2020

ISOLAMENTO SOCIAL E A ANSIEDADE

Por Néa Tauil


Em meio ao caos gerado pela pandemia do coronavírus, há uma orientação muito clara: ficar em casa, para o bem de si mesmo e dos outros. Assim, resolvi dar dicas para você lidar com a ansiedade nesse momento de isolamento social. Assista ao vídeo e saiba mais!



Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil ( Néa Tauil) Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do movimento social FAMÍLIA EU: educando para o amor-próprio.

sábado, 20 de maio de 2017

ANSIEDADE É MEDO?

Por Néa Tauil





Os quadros ansiosos  são reações naturais do organismo, que podem se manifestar diante das mais diversas situações. No entanto, é preciso saber identificar a partir de que ponto as sensações deixam de ser um sentimento normal e passam a ser disfuncional e trazer prejuízos ou sofrimentos importantes, pois constante nervosismo, preocupação excessiva, necessidade de fazer rápido o que precisa ser feito, medo de que algo dê errado, sentimento de cansaço e dificuldade de concentração são sensações características de quem sofre de ansiedade, as quais afetam diversos aspectos da vida pessoal, como o trabalho e os relacionamentos.

Não podemos negar que a modernidade é responsável por vários avanços da humanidade. Mas também não podemos desconsiderar o fato de que todo avanço pode causar transtornos. Nesse sentido, a ansiedade tem sido tratada como uma das principais desordens da sociedade moderna, pois quando passa do limite, começa a causar prejuízos, por ser a porta de entrada para outros distúrbios, porque a ansiedade excessiva pode contribuir  para o desencadeamento de diversas doenças psicológicas mais graves, como: TOC (transtorno Obsessivo Compulsivo), Transtorno de Ansiedade Generalizada, Fobia Social, Transtorno do Pânico, entre outras.

Muitas pessoas confundem medo com ansiedade. Mas  há diferença e semelhança entre ambos. As diferenças são: O medo é a avaliação de perigo e a ansiedade é o estado de sentimento desagradável evocado quando o medo é estimulado. Isto é, o medo está relacionado à valoração de um perigo iminente e a ansiedade com a expectativa de que algo irá acontecer no futuro. O medo  é fundamental para nos deixar atentos e para contribuir no processo de tomadas de providências, quando surgir um momento adverso. Diz respeito à sobrevivência. Por exemplo: Uma pessoa passeando no shopping e, de repente escuta gritaria e tiros, imediatamente ela se agacha ou tenta se esconder, pois a possibilidade de estar acontecendo um assalto é concreta. Nesse caso, a pessoa está diante de um perigo real. Por outro lado, a ansiedade está relacionada com questões existenciais, é um produto de nossa imaginação, uma espécie de medo criado pela mente em que a pessoa substitui o sentir pelo imaginar e passa a acreditar naquilo que imagina. A exemplo disso, podemos citar o medo referente a ser ridículo, de errar, de ser humilhado, à perda de status, conforto, poder econômico, afetos, amizades, controles, privilégios ou até mesmo temor à solidão, o não reconhecimento, o amor não correspondido, etc. Então, sentir ansiedade é como imaginar alguma coisa que não se deseja  e ficar preocupado com fatos que ainda não ocorreram.

E qual é a semelhança entre o medo e a ansiedade? A semelhança está na
reação do corpo, pois o corpo diante do perigo real (medo) ou perigo imaginário (ansiedade) reage da mesma forma. Isto é, ao sentir perigo - seja ele real ou imaginário - as defesas do organismo disparam em alta velocidade, em um processo rápido, automático, conhecido como a reação "lutar ou fugir" ou reação ao estresse. Dessa forma, quando a pessoa percebe a ameaça, seu sistema nervoso reage com a liberação de uma inundação de hormônios do estresse, incluindo a adrenalina e cortisol. Esses hormônios despertam  o corpo para ações de emergência.  O coração acelera, os sentidos  são aguçados, os músculos contraem,  as glândulas funcionam diferentemente, a pressão arterial sobe, a respiração encurta. Estas alterações físicas aumentam a força e o vigor, acelera o tempo de reação e aprimora o foco - preparando a pessoa para lutar ou fugir do perigo.  Porém, nosso corpo não sabe distinguir entre um perigo real (medo) e um perigo imaginário (ansiedade - produtos dos nossos pensamentos). No medo real, após passar o perigo, o corpo retorna ao seu estado normal, mas no medo imaginário, mantém-se o estado de alerta enquanto durar nossa crença na ameaça a nossa pessoa.

Como vimos, a tensão que vem da mente é, sim, capaz de desencadear efeitos pelo corpo, que reage de diferentes formas. Então, cuidar da parte psíquica é também uma forma de garantir melhor saúde física, já que o cérebro está diretamente ligado ao sistema imunológico e ao bom  ou mau  funcionamento do organismo. Embora seja comum as pessoas relutarem para buscar ajuda psicológica, mais uma vez é bom lembrar que ansiedade excessiva pode contribuir  para o desencadeamento de diversas doenças psicológicas mais graves que podem interferir severamente na qualidade de vida. Dessa forma, independente de qual seja a origem, qualquer sinal de que algo não está bem no eixo mente-corpo deve ser levado em consideração e um especialista deve ser procurado.


Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)



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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

QUANDO O ESTRESSE SE TRANSFORMA EM DOENÇA


Por Néa Tauil



Hoje em dia, fala-se muito a respeito de estresse. Todos parecem estar estressados com alguma coisa, nessa sociedade globalizada e exigente em que vivemos, onde a cobrança, tanto por resultado quanto por padrões, tornou-se cada vez mais recorrente.  Mas, por definição, o estresse é uma resposta física normal para eventos que fazem a pessoa se sentir ameaçada ou quando está sob pressão. Isso significa que o estresse é essencial para a sobrevivência humana porque produz uma reação positiva diante de uma situação ameaçadora ou de risco, motivando a pessoa a agir de maneira rápida para reverter o perigo ou o desconforto. Porém, ele pode ser desmotivador, provocar reações negativas e se transformar em doença. 

Sem dúvida, o estresse possui um lado positivo e outro negativo. E em ambos os lados, o medo está presente, já que é uma emoção  que se manifesta a partir da percepção de perigo ou de algo nocivo, gerando um comportamento defensivo. Ou seja, o medo é fundamental para nos deixar atentos e para contribuir no processo de tomadas de providências, quando surgir um momento adverso.
Certamente, a lista do medo é interminável, todos nós o experimentamos  - isso é normal - pois o medo é um sinal de proteção. No entanto, esse sentimento pode se tornar um produto da nossa imaginação. Muitas pessoas confundem alguns tipos de situações com o medo, enganando-se ao credenciá-lo como ansiedade. A ansiedade é uma espécie de medo criada pela mente. Nesse caso, há o medo do fracasso, de errar, do que os outros possam achar, de ser criticado, de sofrer, etc. Sendo que isso não tem nada a ver com sobrevivência, e, sim, com existência. Isto é, o medo está ligado a um objeto real, por exemplo, medo de ser mordido por um cachorro, ao se deparar com elePois  o animal existe e oferece "perigo", enquanto a ansiedade é algo construído pela mente, como  ocorre no caso da agorafobia (medo de lugares públicos e amplos, onde possa haver aglomeração de pessoas). Ao contrário do que possa parecer, o que está em jogo nesse caso não é o temor da multidão em si, mas a antecipação do risco que pode se configurar. O certo é, ao ficar com a obsessão de que algo ruim poderá acontecer, antecipando o encontro com a situação ou objeto que poderá causar algum mal, a pessoa viverá em constante estado de alerta. E é em decorrência disso que o perigo realmente aparece, porque o cérebro não distingue perfeitamente a imaginação da realidade; nossa fisiologia responde ao que foi projetado no interior de nossa mente (nossa imaginação). 

Isso quer dizer que a reação do corpo diante do perigo real e imaginário é a mesma? Sim, pois como foi dito anteriormente, o estresse é uma resposta física normal para eventos que fazem a pessoa se sentir ameaçada ou quando está sob pressão. Então, ao sentir perigo - seja ele real ou imaginário - as defesas do organismo disparam em alta velocidade em um processo rápido, automático, conhecido como a reação "lutar ou fugir" ou reação ao estresse. Dessa forma, quando a pessoa percebe a ameaça, seu sistema nervoso reage com a liberação de uma inundação de hormônios do estresse, incluindo a adrenalina e cortisol. Esses hormônios despertam  o corpo para ações de emergência.  O coração acelera, os sentidos  são aguçados, os músculos contraem,  as glândulas funcionam diferentemente, a pressão arterial sobe, a respiração encurta. Estas alterações físicas aumentam a força e o vigor, acelera o tempo de reação e aprimora o foco - preparando a pessoa para lutar ou fugir do perigo.  Porém, no medo real, após passar o perigo, o corpo retorna ao seu estado normal, mas no medo imaginário, mantém-se o estado de alerta constante, com isso, chegando ao estresse.

É fato que o estresse faz parte do sistema de mecanismo fisiológico dos homens e animais, que é fundamental para a nossa sobrevivência, sendo gerador de adrenalina. Também, favorece a produção  de cortisol, um hormônio estressor, que ativa as repostas do corpo em posições desfavoráveis, seja elas quais forem (perigo real ou imaginário). O cortisol tem papel importante no organismo e é necessário para manter o equilíbrio físico, porém, quando existe excesso no sangue, deixa de ser útil e começa a causar grandes danos a saúde. Em outras palavras, o mesmo processo cerebral que auxilia a sobrevivência, protegendo o organismo em momentos de estresse agudo, contribui para o seu adoecimento em momentos de estresse crônico.

Podemos afirmar que o estresse não é uma doença. Torna-se, quando passa a ser excessivo (frequente tensão, vigilância em demasia, querer controlar tudo, exigências e preocupações pessoais e profissionais, pressões, comprometimentos exagerados, etc.) desencadeando sofrimento tanto psíquico como físico. Os sintomas psíquicos mais comuns são: memória fraca, introspecção, isolamento, tiques nervosos, desmotivação, irritabilidade, autoritarismo, etc). E os sintomas físicos mais comuns são: indigestão, dores de cabeça, alergias, insônia, diarreia, mudança de apetite, esgotamento físico, gastrite, taquicardia, etc). Além, é claro, dos riscos mais graves, como depressão, infarto, obesidade e muitos outros.

Diante do que foi visto, percebe-se que é extremamente importante conseguir lidar com o estresse e até evitá-lo, já que, quando deixa de ser protetivo e  ultrapassa o limite do que realmente é necessário, gera graves prejuízos. Portanto, a melhor alternativa é a prevenção. Isso quer dizer que se a pessoa vai periodicamente ao médico(a) é necessário ir também a um psicólogo(a) para fazer uma avaliação frequente das suas emoções, relacionamentos, traumas, projetos  de vida, frustrações, vitórias, tomar consciência  dos medos que são reais e dos que são imaginários, entender quais são suas principais necessidades, metas, etc. pois é fato que o autoconhecimento e a autoaceitação podem atuar como agentes para preservar tanto o corpo quanto a mente de certos desconfortos.



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quinta-feira, 14 de março de 2013

¨CURA GAY¨

Por Néa Tauil

Em pleno século XXI, toda essa discussão sobre ¨cura gay¨ é uma grave ameaça à saúde e ao bem - estar das pessoas afetadas. Quando se fala na cura do câncer, pensa-se na maneira de extirpar uma doença. Pois, é nessa acepção do verbo curar que ele é usado na expressão ¨cura gay¨: extirpar de uma pessoa a ¨doença¨ de ter desejo sexual orientado para o mesmo sexo. Isso agride o conhecimento científico que rege a Psicologia e a Medicina, desde que se convencionou internacionalmente que a orientação homossexual não constitui uma doença.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) condena tratamentos para ¨curar¨ homossexualidade. Em comunicado divulgado no dia 17 de maio de 2012, Dia Internacional contra a Homofobia, a Diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses Periago afirmou que ¨a homossexualidade não é um transtorno nem requer cura. Em consequência, não existe indicação médica para a mudança de orientação sexual¨.
O comunicado destaca que há consenso profissional de que homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerado como condição patológica. Contudo, vários órgãos das Nações Unidas constataram a existência de ¨clínicas¨ e ¨terapeutas¨ que promovem tratamentos que pretendem mudar a orientação sexual de não heterossexuais. Não há estudos científicos que demonstrem eficiência de esforços nesse sentido.

Entretanto, há muitos testemunhos sobre graves danos à saúde mental e física que tais serviços podem causar. A repressão da orientação sexual vem sendo associada a sentimentos de culpa, vergonha, depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Como agravante, há um crescente número de relatos de tratamentos degradantes e de violência física e sexual como parte da  ¨terapia¨, geralmente oferecida ilegalmente.

O documento faz um apelo para que governos, instituições acadêmicas, associações profissionais e imprensa exponham essas práticas e promovam o respeito à diversidade. ¨As práticas devem ser denunciadas e sujeitas as sanções dentro da legislação nacional". 

Na verdade, a orientação sexual é uma realidade que precisa ser compreendida e aceita para que possamos deixar de nos enganar e julgar com base em aparências, acreditando que a única expressão da sexualidade que existe é a heterossexual e as outras formas de expressão são doenças. Aqueles que não respeitam a diversidade na manifestação da sexualidade e ainda se acham no direito de condenar pessoas por causa de sua forma de viver ou de sua condição que difere da heterossexualidade, são pessoas em que suas mentes estão presas a um sistema de falsas crendices, preconceitos e tabus, pois é ignorância pensar que a heterossexualidade é a única manifestação do desejo afetivo-sexual, interpretando as demais manifestações como doenças e dignas de sanção moral. Nesse sentido, são os propositores de ¨cura gay¨ que necessitam de tratamento psicológico, pois quando se julga alguém, nunca se pensa de fato sobre si mesmo, e o que se vê são pessoas projetando inconscientemente  - nos outros - atributos pessoais, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie. Isto é, ao invés de a pessoa reconhecer o que desgosta em si, ela projeta em outra pessoa, sem perceber que tudo o que  gosta ou detesta no outro é porque tem em si. 

Sem dúvida, ao invés de pretender impor padrões de comportamento, excluindo a singularidade subjetiva inerente ao ser humano, reforçando preconceitos e a exclusão social, o melhor caminho é aceitar as diferenças e entender que existem várias maneiras de amar e, portanto, diferentes variáveis sexuais. Cabe, então, a cada um de nós refletir e questionar a própria sexualidade e não a dos outros, pois qualquer tratamento que diz curar homossexuais é infundado, já que nenhum profissional tem ferramentas para mudar a orientação sexual de uma pessoa





Fonte: Comunicado ONUBR - Nações Unidas no Brasil
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