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domingo, 4 de maio de 2025

COMO PERDER O MEDO DA RIQUEZA

Por Néa Tauil

Perder o medo da riqueza pode transformar sua vida por completo. Assista ao vídeo e confira. Também vou aproveitar o momento para deixar aqui o link do meu livro : AME-SE - Guia para praticar AMOR-PRÓPRIO como o Girassol, ele pode ser o seu guia na busca pelo amor-próprio.

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NÉA TAUIL Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do Movimento Família EU: educando para o AMOR-PRÓPRIO CRP 07/10971 Site: www.familiaeu.com.br E.mail: familiaeu8@gmail.com MANTENHA-SE LIGADO(A) EM NOSSAS REDES SOCIAIS Youtube: / @psicologaneatauil Facebook: / familiaeu8 Instagram: / movimentofamiliaeu #movimentofamiliaeu #amorproprio #psicoterapi

domingo, 21 de junho de 2020

AMOR-PRÓPRIO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Néa Tauil

O momento de crise que estamos vivendo com a Pandemia do Coronavírus, está gerando em muitas pessoas um pessimismo com o futuro que acaba levando a um estado constante de ansiedade, medo, insegurança, irritação, depressão, etc. Assista ao vídeo e saiba o que fazer para reduzir os danos desta pandemia e sair melhor de tudo isso, por mais desafiante que seja. Psicóloga Néa Tauil

                                                       

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Nėa Tauil – Psicóloga, psicoterapeuta,  presidente do Movimento Social Família EU:educando para o amor-próprio
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quinta-feira, 30 de abril de 2020

TEMPOS DE CRISE: É POSSÍVEL CONTROLAR AS EMOÇÕES?


Por Néa Tauil

A maioria das pessoas crescem pensando que devem controlar as suas emoções, mas não sabem como fazer. Normalmente, quando a pessoa não consegue controlar as emoções, sente culpa e se pune por seu descontrole. Mas, é possível controlar as emoções? Assista ao vídeo abaixo e descubra! Psicóloga Néa Tauil


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Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e  presidente do movimento social Família Eu: Educando para o amor-próprio. www.familiaeu.com.br

CORONAVÍRUS: DO MEDO À ANSIEDADE

Por Néa Tauil

O medo é diferente da Ansiedade. Apendendo a diferenciar o medo da ansiedade você irá conseguir identificar quando o medo sinaliza um perigo real ou quando o estímulo que o produz é uma ameaça só na sua imaginação. Saber reconhecer os medos reais e os medos imaginários ajuda você a deixar de se torturar com os medos imaginários, adotando atitudes diferentes diante do novo, do desconhecido e da imprevisibilidade. Assista ao vídeo abaixo e sabia mais! Psicóloga Néa Tauil




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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

AMOR-PRÓPRIO PARA DEIXAR IR

Por Néa Tauil


Estamos na reta final de ano em que mais um ciclo se encerra para outro começar. No vídeo abaixo estou  falando sobre a importância do amor-próprio no fechamento de ciclos. Para fechar ciclos é preciso deixar ir, porém a ausência de amor-próprio muitas vezes leva a pessoa a permanecer paralisada, apegada ao conhecido, por mais negativo que seja, isto é, parece ser mais fácil suportar o mal conhecido do que empreender uma nova experiência de vida. Assista ao vídeo e saiba mais!



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sábado, 20 de maio de 2017

ANSIEDADE É MEDO?

Por Néa Tauil





Os quadros ansiosos  são reações naturais do organismo, que podem se manifestar diante das mais diversas situações. No entanto, é preciso saber identificar a partir de que ponto as sensações deixam de ser um sentimento normal e passam a ser disfuncional e trazer prejuízos ou sofrimentos importantes, pois constante nervosismo, preocupação excessiva, necessidade de fazer rápido o que precisa ser feito, medo de que algo dê errado, sentimento de cansaço e dificuldade de concentração são sensações características de quem sofre de ansiedade, as quais afetam diversos aspectos da vida pessoal, como o trabalho e os relacionamentos.

Não podemos negar que a modernidade é responsável por vários avanços da humanidade. Mas também não podemos desconsiderar o fato de que todo avanço pode causar transtornos. Nesse sentido, a ansiedade tem sido tratada como uma das principais desordens da sociedade moderna, pois quando passa do limite, começa a causar prejuízos, por ser a porta de entrada para outros distúrbios, porque a ansiedade excessiva pode contribuir  para o desencadeamento de diversas doenças psicológicas mais graves, como: TOC (transtorno Obsessivo Compulsivo), Transtorno de Ansiedade Generalizada, Fobia Social, Transtorno do Pânico, entre outras.

Muitas pessoas confundem medo com ansiedade. Mas  há diferença e semelhança entre ambos. As diferenças são: O medo é a avaliação de perigo e a ansiedade é o estado de sentimento desagradável evocado quando o medo é estimulado. Isto é, o medo está relacionado à valoração de um perigo iminente e a ansiedade com a expectativa de que algo irá acontecer no futuro. O medo  é fundamental para nos deixar atentos e para contribuir no processo de tomadas de providências, quando surgir um momento adverso. Diz respeito à sobrevivência. Por exemplo: Uma pessoa passeando no shopping e, de repente escuta gritaria e tiros, imediatamente ela se agacha ou tenta se esconder, pois a possibilidade de estar acontecendo um assalto é concreta. Nesse caso, a pessoa está diante de um perigo real. Por outro lado, a ansiedade está relacionada com questões existenciais, é um produto de nossa imaginação, uma espécie de medo criado pela mente em que a pessoa substitui o sentir pelo imaginar e passa a acreditar naquilo que imagina. A exemplo disso, podemos citar o medo referente a ser ridículo, de errar, de ser humilhado, à perda de status, conforto, poder econômico, afetos, amizades, controles, privilégios ou até mesmo temor à solidão, o não reconhecimento, o amor não correspondido, etc. Então, sentir ansiedade é como imaginar alguma coisa que não se deseja  e ficar preocupado com fatos que ainda não ocorreram.

E qual é a semelhança entre o medo e a ansiedade? A semelhança está na
reação do corpo, pois o corpo diante do perigo real (medo) ou perigo imaginário (ansiedade) reage da mesma forma. Isto é, ao sentir perigo - seja ele real ou imaginário - as defesas do organismo disparam em alta velocidade, em um processo rápido, automático, conhecido como a reação "lutar ou fugir" ou reação ao estresse. Dessa forma, quando a pessoa percebe a ameaça, seu sistema nervoso reage com a liberação de uma inundação de hormônios do estresse, incluindo a adrenalina e cortisol. Esses hormônios despertam  o corpo para ações de emergência.  O coração acelera, os sentidos  são aguçados, os músculos contraem,  as glândulas funcionam diferentemente, a pressão arterial sobe, a respiração encurta. Estas alterações físicas aumentam a força e o vigor, acelera o tempo de reação e aprimora o foco - preparando a pessoa para lutar ou fugir do perigo.  Porém, nosso corpo não sabe distinguir entre um perigo real (medo) e um perigo imaginário (ansiedade - produtos dos nossos pensamentos). No medo real, após passar o perigo, o corpo retorna ao seu estado normal, mas no medo imaginário, mantém-se o estado de alerta enquanto durar nossa crença na ameaça a nossa pessoa.

Como vimos, a tensão que vem da mente é, sim, capaz de desencadear efeitos pelo corpo, que reage de diferentes formas. Então, cuidar da parte psíquica é também uma forma de garantir melhor saúde física, já que o cérebro está diretamente ligado ao sistema imunológico e ao bom  ou mau  funcionamento do organismo. Embora seja comum as pessoas relutarem para buscar ajuda psicológica, mais uma vez é bom lembrar que ansiedade excessiva pode contribuir  para o desencadeamento de diversas doenças psicológicas mais graves que podem interferir severamente na qualidade de vida. Dessa forma, independente de qual seja a origem, qualquer sinal de que algo não está bem no eixo mente-corpo deve ser levado em consideração e um especialista deve ser procurado.


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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

QUANDO O ESTRESSE SE TRANSFORMA EM DOENÇA


Por Néa Tauil



Hoje em dia, fala-se muito a respeito de estresse. Todos parecem estar estressados com alguma coisa, nessa sociedade globalizada e exigente em que vivemos, onde a cobrança, tanto por resultado quanto por padrões, tornou-se cada vez mais recorrente.  Mas, por definição, o estresse é uma resposta física normal para eventos que fazem a pessoa se sentir ameaçada ou quando está sob pressão. Isso significa que o estresse é essencial para a sobrevivência humana porque produz uma reação positiva diante de uma situação ameaçadora ou de risco, motivando a pessoa a agir de maneira rápida para reverter o perigo ou o desconforto. Porém, ele pode ser desmotivador, provocar reações negativas e se transformar em doença. 

Sem dúvida, o estresse possui um lado positivo e outro negativo. E em ambos os lados, o medo está presente, já que é uma emoção  que se manifesta a partir da percepção de perigo ou de algo nocivo, gerando um comportamento defensivo. Ou seja, o medo é fundamental para nos deixar atentos e para contribuir no processo de tomadas de providências, quando surgir um momento adverso.
Certamente, a lista do medo é interminável, todos nós o experimentamos  - isso é normal - pois o medo é um sinal de proteção. No entanto, esse sentimento pode se tornar um produto da nossa imaginação. Muitas pessoas confundem alguns tipos de situações com o medo, enganando-se ao credenciá-lo como ansiedade. A ansiedade é uma espécie de medo criada pela mente. Nesse caso, há o medo do fracasso, de errar, do que os outros possam achar, de ser criticado, de sofrer, etc. Sendo que isso não tem nada a ver com sobrevivência, e, sim, com existência. Isto é, o medo está ligado a um objeto real, por exemplo, medo de ser mordido por um cachorro, ao se deparar com ele. Pois  o animal existe e oferece "perigo", enquanto a ansiedade é algo construído pela mente, como  ocorre no caso da agorafobia (medo de lugares públicos e amplos, onde possa haver aglomeração de pessoas). Ao contrário do que possa parecer, o que está em jogo nesse caso não é o temor da multidão em si, mas a antecipação do risco que pode se configurar. O certo é, ao ficar com a obsessão de que algo ruim poderá acontecer, antecipando o encontro com a situação ou objeto que poderá causar algum mal, a pessoa viverá em constante estado de alerta. E é em decorrência disso que o perigo realmente aparece, porque o cérebro não distingue perfeitamente a imaginação da realidade; nossa fisiologia responde ao que foi projetado no interior de nossa mente (nossa imaginação). 

Isso quer dizer que a reação do corpo diante do perigo real e imaginário é a mesma? Sim, pois como foi dito anteriormente, o estresse é uma resposta física normal para eventos que fazem a pessoa se sentir ameaçada ou quando está sob pressão. Então, ao sentir perigo - seja ele real ou imaginário - as defesas do organismo disparam em alta velocidade em um processo rápido, automático, conhecido como a reação "lutar ou fugir" ou reação ao estresse. Dessa forma, quando a pessoa percebe a ameaça, seu sistema nervoso reage com a liberação de uma inundação de hormônios do estresse, incluindo a adrenalina e cortisol. Esses hormônios despertam  o corpo para ações de emergência.  O coração acelera, os sentidos  são aguçados, os músculos contraem,  as glândulas funcionam diferentemente, a pressão arterial sobe, a respiração encurta. Estas alterações físicas aumentam a força e o vigor, acelera o tempo de reação e aprimora o foco - preparando a pessoa para lutar ou fugir do perigo.  Porém, no medo real, após passar o perigo, o corpo retorna ao seu estado normal, mas no medo imaginário, mantém-se o estado de alerta constante, com isso, chegando ao estresse.

É fato que o estresse faz parte do sistema de mecanismo fisiológico dos homens e animais, que é fundamental para a nossa sobrevivência, sendo gerador de adrenalina. Também, favorece a produção  de cortisol, um hormônio estressor, que ativa as repostas do corpo em posições desfavoráveis, seja elas quais forem (perigo real ou imaginário). O cortisol tem papel importante no organismo e é necessário para manter o equilíbrio físico, porém, quando existe excesso no sangue, deixa de ser útil e começa a causar grandes danos a saúde. Em outras palavras, o mesmo processo cerebral que auxilia a sobrevivência, protegendo o organismo em momentos de estresse agudo, contribui para o seu adoecimento em momentos de estresse crônico.

Podemos afirmar que o estresse não é uma doença. Torna-se, quando passa a ser excessivo (frequente tensão, vigilância em demasia, querer controlar tudo, exigências e preocupações pessoais e profissionais, pressões, comprometimentos exagerados, etc.) desencadeando sofrimento tanto psíquico como físico. Os sintomas psíquicos mais comuns são: memória fraca, introspecção, isolamento, tiques nervosos, desmotivação, irritabilidade, autoritarismo, etc). E os sintomas físicos mais comuns são: indigestão, dores de cabeça, alergias, insônia, diarreia, mudança de apetite, esgotamento físico, gastrite, taquicardia, etc). Além, é claro, dos riscos mais graves, como depressão, infarto, obesidade e muitos outros.

Diante do que foi visto, percebe-se que é extremamente importante conseguir lidar com o estresse e até evitá-lo, já que, quando deixa de ser protetivo e  ultrapassa o limite do que realmente é necessário, gera graves prejuízos. Portanto, a melhor alternativa é a prevenção. Isso quer dizer que se a pessoa vai periodicamente ao médico(a) é necessário ir também a um psicólogo(a) para fazer uma avaliação frequente das suas emoções, relacionamentos, traumas, projetos  de vida, frustrações, vitórias, tomar consciência  dos medos que são reais e dos que são imaginários, entender quais são suas principais necessidades, metas, etc. pois é fato que o autoconhecimento e a autoaceitação podem atuar como agentes para preservar tanto o corpo quanto a mente de certos desconfortos.



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domingo, 25 de outubro de 2015

MEDO: DA PROTEÇÃO À DOENÇA

Por Néa Tauil

O medo é uma emoção necessária para a  proteção e sobrevivência,  mas  pode se tornar um distúrbio quando  passa a ser um medo persistente e exagerado, capaz de impedir  a pessoa de vivenciar relacionamentos amorosos e profissionais gratificantes. Bem como, manter relações sociais com prazer.

É fato que crescemos com medo e muitos desses medos são aprendidos  pelos modelos observados e por todas as experiências vivenciadas dia a dia, principalmente na infância. Uma criança que cresceu em um ambiente familiar, onde o clima emocional era de constante medo, devido à ameaça de violência física, de tortura psicológica, de abandono, de monstros escondidos debaixo da cama e outros, certamente irá aprender a ser medrosa. O medo constante desestabiliza  o ambiente de apoio necessário para que a criança possa crescer, explorar e aprender, deixando-a com um persistente sentimento de apreensão, uma ansiedade geral, que pode prejudicar de modo fundamental a sua maneira de se relacionar com as pessoas e de enfrentar situações novas. As evidências mostram que se o medo não for vencido, pode durar a vida toda. Isso significa que a criança medrosa pode se tornar um adulto com predisposição para os mais variados tipos de transtorno  de ansiedade, que  variam em grau, intensidade, e na forma como se apresentam. 

Em suas variadas manifestações, o medo está associado  tanto à questão biológica quanto à psicológica - que na maioria das vezes - as pessoas não sabem diferenciar. O medo biológico é instintivo e tem a ver com  a preservação física. Tem função mental normal e útil relacionada diretamente com precaução - que é um estado de proteção que tomamos quando existe um perigo real. Exemplo disso é quando a pessoa, ao  atravessar a rua, olha para os dois lados, por medo de ser atropelada. Já o medo psicológico tem a ver com o imaginário, é produto de nossos pensamentos, e passa a ser algo negativo porque a tendência é pensar de maneira catastrófica. A situação de perigo é acionada pela imaginação, diz  respeito à preservação e proteção de nossa imagem, de nosso ideal de personalidade, das crenças que temos a nosso respeito. Por exemplo: evitar situações cotidianas nas quais pode se sentir constrangida, como comer, falar, ou escrever na frente de outras pessoas. Ou seja, o contato com outras pessoas é visto como ameaça, pois pode causar alguma situação de humilhação, a pessoa imagina que pode fazer algo que seja considerado ridículo ou errado, etc.


Como se pode perceber, a imaginação ativa o medo, gerando na pessoa uma sensação permanente de que algo desconfortável ou mesmo  catastrófico pode acontecer. Com isso, na tentativa de fugir das ameaças imaginárias, constrói a seu redor uma série de defesas e as usa para se proteger daquilo que não consegue suportar, mas o uso excessivo de defesas pode ser nocivo, principalmente porque o cérebro não diferencia o perigo real do imaginário. Isso quer dizer que a reação do corpo diante do perigo real ou imaginário é a mesma? Sim, diante de um perigo real ou imaginário, o corpo entra em estado de alerta, aumentando o nível de adrenalina no sangue, nossos sentidos ficam aguçados, a musculatura modifica-se, as glândulas funcionam  diferentemente, o sistema nervoso fica mais acelerado e o organismo inteiro se prepara para enfrentar ou fugir da situação de perigo. Acontece  que no medo real, após passar o perigo, o corpo retorna  ao seu estado normal, mas no medo psicológico, mantém-se o estado de alerta constante, com isso, chegando ao estresse (que é um estado proveniente de um excesso de defesa inútil), pois o perigo é imaginado e vai durar enquanto persistir as crenças de uma pessoa, consideradas por ela absolutas e verdadeiras. 


Como já disse anteriormente, o medo é uma reação de grande valia no sentido da proteção, mas quando disfuncional, pode comprometer a qualidade de vida. Então, para libertar-se das amarras  do medo, é preciso questionar as crenças, confrontar a voz interior que ameaça, descobrir  a origem dos medos, para trabalhar neles. Enfim, buscar se conhecer e, para isso, é essencial reconhecer o que está acontecendo e buscar ajuda especializada.





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quinta-feira, 6 de março de 2014

QUEM GOSTA DE SI, CUIDA-SE

Por Néa Tauil

Ao longo de mais de dezoito anos, como Psicoterapeuta, venho escutando e conversando com mulheres e homens, casais e grupos. E, embora possam ter sido impulsionados a procurar pelo tratamento psicológico, em primeiro lugar, pela depressão, medo ou ansiedade, decepção amorosa, dificuldade de relacionamento, sexualidade e assim por diante, logo a conversa mostra o quanto estão sentindo-se incomodados em relação a si mesmos o suficiente para desejarem cuidar-se e se compreender de modo novo, pois amar e cuidar de si próprio é a atitude oposta a tudo o que aprendemos a pensar e fazer. 

Fomos treinados na infância a acreditar que amor-próprio é egoísmo e que todo nosso amor e toda nossa estima deve ser focada no outro. Isso não é verdade, pois se não pudermos amar a nós mesmos, como seremos capazes de amar o outro? Para cuidar de nós, atender nossas necessidades e nossos desejos, devemos focar em nós para nos conhecer e isso não é egoísmo, é autoestima.

A autoestima é um sentimento que gera comportamentos direcionados ao eu proporcionando segurança, coragem, amor, força e capacidade. O nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia a saúde, o trabalho, as relações pessoais e profissionais. Amar a si mesmo é o primeiro passo para qualquer tipo de crescimento psicológico e melhora pessoal. Uma pessoa que gosta de si cuida-se, cria condições favoráveis para o bem-estar e a qualidade de vida. 

Para mim, particularmente, a psicoterapia beneficia as pessoas porque é um imprescindível instrumento para o resgate da autoestima. Como psicoterapeuta vejo da minha sala vidas individuais e familiares se transformando beneficiados pela psicoterapia. É sempre emocionante ver uma pessoa se re-situar  dentro de si mesma, encurtando a distância de seu próprio eu, desenvolvendo e explorando suas potencialidades criativas, intelectuais e emocionais, superando crenças infantis, abrindo-se para uma nova dimensão humana e trilhando confiante o caminho da maturidade através do resgate da autoestima.


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