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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

AMOR-PRÓPRIO PODE PREVENIR DEPRESSÃO?

Por Néa Tauil

Você sabia que AMOR-PRÓPRIO PODE PREVENIR DEPRESSÃO? Assista ao vídeo descubra. Também vou deixar aqui o link do meu livro AME-SE - Guia para praticar AMOR-PRÓPRIO como o Girassol. Ele pode ser o seu guia nessa caminhada em busca do amor-próprio.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

COMO SABER SE É TRISTEZA OU DEPRESSÃO?

Por Néa Tauil

Recorte da live ¨PODEMOS PREVENIR DEPRESSÃO¨, realizada no dia 23/08/24, no PROGRAMA HORIZONTES da RÁDIO MANAWA. Confira !

Previna Depressão praticando amor- próprio. Amor-próprio é uma questão de treino e estímulos positivos que só você pode se dar. Vou deixar aqui o link do meu livro AME-SE - Guia para praticar AMOR-PRÓPRIO como o Girassol. Clique aqui  http://guia-ame-se.my.canva.site/ e bora baixar o seu  guia digital AME-SE para  começar a praticar AMOR-PRÓPRIO como o GIRASSOL.
NÉA TAUIL Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do Movimento Família EU: educando para o AMOR-PRÓPRIO CRP 07/10971 Site: www.familiaeu.com.br E.mail: familiaeu8@gmail.com MANTENHA-SE LIGADO(A) EM NOSSAS REDES SOCIAIS - Youtube: https://www.youtube.com/@movimentofamiliaeu - Facebook: https://www.facebook.com/familiaeu8 - Instagram: https://www.instagram.com/movimentofamiliaeu #movimentofamiliaeu #amorproprio #psicoterapia

sábado, 5 de outubro de 2024

AMOR-PRÓPRIO PREVINE DEPRESSÃO

Por Néa Tauil


RECORTE DA LIVE: PODEMOS PREVENIR DEPRESSÃO, realizada no dia 23/08/24, no PROGRAMA HORIZONTES da RÁDIO MANAWA. Confira !
Vou deixar aqui o link do meu livro que mostrei na live: AME-SE - Guia para praticar AMOR-PRÓPRIO
como o Girassol. Clique aqui  http://guia-ame-se.my.canva.site/ e bora baixar o seu guia digital AME-SE para  começar a praticar AMOR-PRÓPRIO como o GIRASSOL.
NÉA TAUIL Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do Movimento Família EU:
educando para o AMOR-PRÓPRIO CRP 07/10971
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sábado, 23 de março de 2024

DESCOBRIU O SEGREDO FAMILIAR E SUPEROU A DEPRESSÃO


 Por Néa Tauil

sexta-feira, 8 de abril de 2022

A COMPARAÇÃO COM AS OUTRAS PESSOAS PREJUDICA A AUTOESTIMA

Por Néa Tauil



A comparação com as outras pessoas prejudica a autoestima, potencializando o desenvolvimento de variadas doenças, como transtorno de ansiedade, depressão e muitas outras, pois aqueles que estão sempre se comparando com os melhores, os mais bem-sucedidos, os mais famosos, vivem amargurados pelo que “não são” ou pelo que “lhes falta”. 

Cada um de nós é único e tem o seu encanto. Assim, para que a autoestima funcione bem, é necessário reconhecer nós mesmos como seres humanos, nos olharmos com olhos mais compreensivos, aceitando-nos e podendo aprovar a totalidade de nosso ser, pois quando a pessoa se apaixona não é pela metade ou só um pouco, ou ama ou não ama. Isso acontece quando o afeto se dirige a você mesmo. Você se ama ou não se ama, aceita- se ou não.

Sem dúvida, é preferível não se comparar com ninguém e aprender a amar e aceitar incondicionalmente os diversos eus da própria Família EU (eu físico, eu mental, eu emocional, eu sexualidade, eu espiritual eu profissional, eu social e muitos outros).
Então, bora lá nutrir e praticar amor-próprio integradamente com todos os eus da sua Família EU e deixar de se comparar com as outras pessoas.


NÉA TAUIL
Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do movimento social FAMÍLIA EU: educando para o amor-próprio
CRP 07/10971 SITE: www.familiaeu.com.br LOJA: www.familiaeu.com.br/loja E.mail: familiaeu8@gmail.com MANTENHA-SE LIGADO EM NOSSAS REDES - Youtube/TerapiadaFamíliaEU - Facebook/familiaeu8 - Instagram/terapiadafamiliaeu

domingo, 21 de fevereiro de 2021

ENCONTROS DE AMOR-PRÓPRIO

Por NÉA TAUIL

Escolhi falar sobre Encontros de Amor-Próprio no primeiro vídeo do ano, porque eles serão mais importantes do que nunca para enfrentarmos os desafios que 2021 anuncia. Assista ao vídeo e aprenda a agendar Encontros de Amor-Próprio para que o seu 2021 seja, na medida do possível, bem leve.


NÉA TAUIL Psicóloga, psicoterapeuta, palestrante e idealizadora do Movimento Social Família EU: educando para o AMOR-PRÓPRIO CRP 07/10971 Site: www.familiaeu.com.br E.mail: familiaeu8@gmail.com MANTENHA-SE LIGADO(A) EM NOSSAS REDES SOCIAIS - Youtube: https://www.youtube.com/FAMÍLIAEUeduc...​ - Facebook: https://www.facebook.com/familiaeu8​ - Instagram: https://www.instagram.com/familia.eu​
 

domingo, 21 de junho de 2020

AMOR-PRÓPRIO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Por Néa Tauil

O momento de crise que estamos vivendo com a Pandemia do Coronavírus, está gerando em muitas pessoas um pessimismo com o futuro que acaba levando a um estado constante de ansiedade, medo, insegurança, irritação, depressão, etc. Assista ao vídeo e saiba o que fazer para reduzir os danos desta pandemia e sair melhor de tudo isso, por mais desafiante que seja. Psicóloga Néa Tauil

                                                       

Todos os direitos reservados a Julcinéa Tauil (Néa Tauil)
Nėa Tauil – Psicóloga, psicoterapeuta,  presidente do Movimento Social Família EU:educando para o amor-próprio
www.familiaeu.com.br


domingo, 16 de fevereiro de 2020

AMOR-PRÓPRIO É PARA TODOS

Por Néa Tauil

Amor- Próprio virou Lei Municipal em Porto Alegre. Assista ao vídeo e saiba como a Lei do Amor-Próprio pode mudar a sua vida e o atual cenário social, onde vivemos um aumento expressivo nos casos de depressão, suicídio, dependência química, automutilação, feminicídio, intolerância ao outro, etc. Começamos por Porto Alegre, mas juntos podemos expandir para o mundo. Amor-próprio é para todos!

                                                                             

Todos os Direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil) - psicóloga / psicoterapeuta e idealizadora do movimento Família Eu: educando para o amor-próprio.


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domingo, 29 de setembro de 2019

FAMÍLIA EU - DESENVOLVIMENTO INTEGRAL HUMANO

Por Néa Tauil


Aproveito a Campanha Setembro Amarelo para falar mais uma vez sobre a importância em educar para o desenvolvimento integral humano, ou seja, educar para a Família EU. Educar para a Família EU significa ensinar a pessoa a relacionar- se consigo mesmo por inteiro, isto é, com a sua Família EU (eu físico, eu mental, eu emocional, eu sexualidade, eu nutrição, eu espiritual, eu financeiro, eu social e muitos outros), possibilitando assim o desenvolvimento do amor-próprio para que a criança - o adulto de amanhã - possa aprender a nutrir e praticar amor-próprio integradamente, com todos os eus da sua Família EU. Isso significa que não basta educar apenas para o bom desempenho acadêmico, também é preciso educar para que a pessoa tenha maior capacidade de amar e cuidar de si , isto é, dos diversos eus que compõem a sua Família EU e assim ser capaz de amar o próximo. Lembrando que o próximo é tudo aquilo que tem vida.
Amando a si mesmo a pessoa terá predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco, pois ao adquirir um melhor conhecimento sobre si mesmo a pessoa é capaz de nutrir e praticar amor-próprio, desenvolvendo a capacidade de gerar emoções positivas e auto-motivação para prevenir transtornos como ansiedade e depressão. Atualmente a depressão é uma das doenças mais frequentes, um problema de saúde pública. E é uma doença potencialmente fatal. O suicídio figura como uma das principais causas de morte no mundo. Por ano registra-se quase um milhão de mortes por suicídio e a depressão é o maior fator de risco para isso.

É fato que a infância afeta a idade adulta e, consequentemente, para uma sociedade ter pessoas desejando viver e não morrer, a prevenção deve estar centrada no tipo de educação que uma criança recebe durante o seu desenvolvimento infantil.
Cabe ressaltar, que a percepção do suicídio, como forma de findar o sofrimento, pode estar atrelada a diferentes adversidades enfrentadas pela criança ou pelo jovem que não aprendeu a amar e lidar com os diversos eus da sua Família EU.

Então, vamos aproveitar a Campanha Setembro Amarelo para também repensar a educação e transformá-la em uma educação que prioriza o desenvolvimento integral em prol de uma humanidade mais amorosa e feliz.


Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)


Néa Tauil - Psicóloga, psicoterapeuta e Presidente do movimento social - Família EU: educando para o amor-próprio.

sábado, 7 de outubro de 2017

TRISTEZA É DEPRESSÃO?

Por Néa Tauil



Infelizmente, apesar de vivermos no mundo da informação, boa parte das pessoas ainda confundem tristeza  com depressão. Mas essa confusão pode ser perigosa, já que a depressão aumenta - em 80% - a mortalidade por causas somáticas (doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, AVC, obesidade, etc.) além, é claro, de ser considerada como a principal causa de suicídio.

É importante ressaltar que tristeza não é depressão, por isso,  é fundamental aprender diferenciar uma da outra  para que a depressão deixe de ser ignorada pelo portador e por parte da família, podendo ser prevenida e tratada. Dessa forma, uma melhor compreensão sobre a diferença entre a emoção tristeza e  a doença depressão pode ajudar a reduzir o estigma associado ao estado depressivo, além de levar mais pessoas a procurar ajuda.

Então, para acabar com qualquer dúvida e levar a depressão à sério, o quanto merece, conheça as principais diferenças entre tristeza e depressão: a tristeza é um sentimento normal, que faz parte da vida psicológica de todos nós, assim como  medo, raiva, alegria e outros sentimentos. Ela surge em resposta a alguma lembrança que tenha significado importante, ou algum evento ruim ( por exemplo, perda de um amigo, revés financeiro, etc.). Quando a pessoa está  triste, em geral, consegue seguir com o seu  trabalho, relacionamentos afetivos e compromissos sociais. Consegue reagir e encontra motivação para superar as dificuldades, isto é, mantém a esperança. Pode passar por momentos difíceis, mas não perde a capacidade de sentir prazer e/ou aproveitar as coisas boas da vida. No caso da depressão, a tristeza e o desprazer podem oscilar, mas, em geral, são mais persistentes ao longo do tempo e os problemas normais do cotidiano tomam proporções exageradas. A pessoa pode perder a capacidade de reação, a esperança em reverter seu quadro de marasmo, desânimo e tristeza.  Diante disso, a pessoa tende a se isolar, ao contrário de uma pessoa triste, que busca ajuda e a companhia de amigos. Por vezes, pode não haver tristeza, mas, sim, uma incapacidade de sentir prazer, mesmo nas atividades que antes eram prazerosas. A depressão, quase invariavelmente, causa prejuízo em uma ou mais esferas do funcionamento do indivíduo, tais como trabalho e desempenho nos estudos. A pessoa tende a ficar mais irritada e impaciente do que o normal, o que prejudica os relacionamentos de modo geral (familiar, afetivo ou social).  Surgem também os sintomas físicos, pois ao contrário do que muitos pensam, depressão não é uma doença de sintomas estritamente psicológicos, mas sim uma das doenças emocionais que mais ataca o corpo. Muitas pessoas não reconhecem que estão deprimidas por não associarem ao transtorno depressivo os sintomas físicos, como cansaço, alterações no apetite, dificuldade extrema de concentração, hipersônia ( excessivas horas de sono ou sonolência)  ou insônia, dores difusas pelo corpo, distúrbios gastrointestinais, fadiga, taquicardia, dores na coluna, dificuldade de respirar, sensação de opressão no peito, perda ou diminuição do desejo sexual, imunidade baixa, entre outros.

Por tudo isso, saber identificar um estado depressivo faz com que a pessoa  encare o problema como uma doença - que merece a devida atenção - e pode buscar ajuda de um profissional qualificado, ao invés de atribuir seus sintomas como  uma reação a fatos  ruins da vida ou como uma coisa passageira sem importância e até mesmo sem solução. Lembre-se:  depressão não é tristeza e precisa , sim, de tratamento, pois é prejudicial ao indivíduo, aos seus próximos e à sociedade de maneira geral. 





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quinta-feira, 21 de maio de 2015

A FAMÍLIA PODE SER AMIGA OU INIMIGA

Por Néa Tauil

Ao contrário do que se pode pensar, o ambiente familiar nem sempre é um local harmonioso, afetivo, seguro, confiante e protetivo, pois a prática de violência (seja, física, sexual ou psicológica), contra crianças, por parte do pai, da mãe ou cuidadores, acontece diariamente em muitos lares. 


Para melhor compreensão desses três tipos de abusos, faz-se necessário esclarecer o que vem a ser cada um deles. Resumidamente, começaremos pelo abuso psicológico, que é um tipo de violência praticada, principalmente, contra crianças. Essa forma de violência se manifesta através de xingamento, desvalorização, humilhação, ameaça, hostilização, desrespeito, ridicularização, indiferença, discriminação, rejeição, críticas, culpabilização, etc. Já o abuso físico envolve os danos no corpo causados por murros, pontapés, queimaduras, apertões, beliscões, espancamento, ou outros tipos de ações agressivas contra a criança. Quanto ao sexual, compreende a violação dos direitos sexuais, que se traduz pelo abuso e/ou exploração do corpo e da sexualidade da criança, ao envolver e despertar meninas e meninos para o sexo precocemente, de maneira deturpada e traumática.

Pode-se afirmar que qualquer tipo de abuso, na infância, exerce um impacto negativo sobre a criança. Os efeitos dessas experiências violentas e traumáticas podem manifestar-se de várias formas e em qualquer idade. Sendo que em alguns casos, os danos físicos e psicológicos podem durar por toda vida da pessoa. Isso evidencia que uma criança não resolve, conscientemente, que irá crescer e ser um delinquente (que lesa outras pessoas), um pedófilo, um dependente químico descontrolado e autodestrutivo, uma vítima que se deixa abusar pelos outros, um assassino em massa, uma prostituta ou uma pessoa perturbada por transtornos de ansiedade, depressão, impulsividade, culpa, insegurança, vergonha, pensamentos suicida, dificuldade de socialização, etc.

É indiscutível que a responsabilidade pela educação da criança é dos pais ou pessoas responsáveis, bem como a definição de limites e toda a orientação para a formação do caráter e o aprendizado sobre interação social. Felizmente, a sociedade vem discutindo a forma como esses limites são estabelecidos, já que a criança vai absorver aquilo que é transmitido através do comportamento, dos sentimentos e atitudes dos pais, no dia a dia, para depois repetir na vida adulta e ainda transmitir para futuras gerações. Muito já se foi dito sobre o fato de os pais serem os modelos para os filhos adolescentes, porém, investigações mais atuais confirmam que os pais são modelos para os filhos, desde o momento do nascimento. Sabe-se que os primeiros canais que as crianças têm para aprender é a observação, elas observam cuidadosamente o que os adultos fazem e essa aprendizagem por imitação (baseada na conexão social com outro) começa praticamente ao nascer.

Na realidade, o tipo de educação familiar que uma pessoa recebe, na infância, é fator determinante no comportamento e, consequentemente, na qualidade de vida dela, quando adulta. De fato, uma criança que nasce, cresce e desenvolve-se num ambiente onde ela é respeitada, tratada com amor, consideração e orientação honesta para viver no mundo, tem tendência em sentir prazer na vida e, não a necessidade de matar, enganar, mentir, ferir a si mesma e os outros, simplesmente porque não terá como tarefa inconsciente reprimir experiências de crueldade. Porém, uma criança tratada com agressão, castigo, humilhação, manipulação, negligência das suas necessidades, que foi enganada, explorada, inclusive sexualmente, etc. terá como tarefa inconsciente reprimir as experiências traumáticas geradas pelos abusos, que embora permaneçam inconscientes, vão encontrar expressão em seus atos destrutivos contra outras pessoas ou contra a si mesma.
Algumas evidências mostram que a maior parte das pessoas não têm consciência do que lhes foi feito na infância, além disso não sabem que são continuamente afetadas na vida adulta pelas experiências vivenciadas, principalmente na infância. As experiências, tanto de ternura como de crueldade vividas na relação com mãe, pai ou pessoas responsáveis por nossa educação, deixam gravações psíquicas e emocionais registradas para sempre em nosso inconsciente. Esses registros são as matrizes que irão marcar nosso mundo emocional e determinar nossas relações pessoais, casamentos, educação dos filhos e nosso futuro como um todo, pois influenciam nossa forma de pensar, de sentir e de agir, porém, escapam da consciência, ou melhor, não teremos consciência disso na vida adulta.

Depois do que foi visto, pode-se constatar que as experiências traumáticas vividas na infância, embora permaneçam inconscientes, mostram a sua influência na idade adulta. Portanto, não podemos continuar sendo perturbados pelo passado infantil deixando as experiências traumáticas enterradas na mente inconsciente. O que fazer? Uma ação possível é a busca de tratamento psicológico, pois para tomar consciência dos abusos e dar sentido a essas experiências é importante falar e ser ouvido por outra pessoa. Além disso, para rever as condições do ambiente onde cresceu, repensar os modelos parentais e como exerciam suas funções, a forma como foi educado, as crenças em que acreditou, reviver e dar-se conta das emoções e dos sentimentos que foram negados e rejeitados, enfim, reelaborar as experiências traumáticas e reorganizar o mundo interno só é possível com a presença do outro - psicólogo ou psicanalista - que possibilitará o processo terapêutico.


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quinta-feira, 5 de junho de 2014

DEPRESSÃO E RAIVA: QUAL A RELAÇÃO ENTRE ELAS?

Por Néa Tauil

Uma comprovação indiscutível: tudo que passa pela mente afeta o corpo e o que ocorre com o corpo acomete a mente. Isso mostra que mente e corpo estão intimamente ligados. No transtorno depressivo, não é diferente, pois ao contrário do que muitos pensam, depressão não é uma doença de sintomas estritamente psicológicos, mas sim uma das doenças emocionais que mais ataca o corpo. Muitas pessoas não reconhecem que estão deprimidas por não associarem ao transtorno depressivo os sintomas físicos, como cansaço, alterações no apetite, distúrbios do sono, dores difusas pelo corpo, distúrbios gastrointestinais, fadiga, taquicardia, dores na coluna, dificuldade de respirar, sensação de opressão no peito, perda ou diminuição do desejo sexual, entre outros.

Além disso, pode-se constatar que o portador de depressão perde o total interesse por atividades que antes lhes eram prazerosas. Quanto à vida amorosa, sua afetividade fica embotada, a pessoa julga-se incapaz para relacionamentos íntimos. Inclusive, muitos têm até a sexualidade totalmente comprometida, tornando o sexo o último pensamento presente na mente. Com isso, a autoestima fica gravemente prejudicada, deixando a pessoa em extrema negatividade.

Como se pode ver, há muito que se falar sobre depressão, mas o objetivo aqui é focar resumidamente na estreita relação existente entre DEPRESSÃO e RAIVA - sendo esta uma doença que vem acometendo mais pessoas do que se imagina.

A experiência me ensinou que pessoas deprimidas estão sempre lutando para conter a raiva, sendo que tal ato consome uma enorme quantidade de energia, tolerar este estado por muito tempo é exaustivo, além do mais, a repressão só faz aumentar a mágoa que a originou. A pessoa deprimida, ao invés de permitir que seus sentimentos fluam com naturalidade, julga cada sentimento de raiva como prova de sua indignidade e reluta em manifestá-la.

Dessa forma, faz-se necessário atentarmos para a seguinte pergunta: por que gastamos energia, tentando reprimir nossa raiva, fingindo que não a sentimos? A resposta está na formação cultural que recebemos, que infelizmente, não considera o lado positivo das emoções e sentimentos, privilegiando apenas o negativo. Desde a mais tenra idade, ensinaram-nos que a raiva é uma emoção desprezível, que as pessoas não gostariam que você a exprimisse, que senti-la faz de nós um ser ruim, detestável, impiedoso, que pessoas boas não se enfurecem, portanto, não magoam nem ofendem ninguém, sendo que o correto é ocultá-la, por isso, aprendemos desde cedo a reprimi-la e quando a manifestamos, somos afetados por grande sentimento de culpa. Mas o que muitos não sabem é que a raiva é uma emoção vital para a nossa sobrevivência, pois ela gera a força ou a energia para que possamos superar os obstáculos e as ameaças, ou seja, é ela que todas as vezes que, na iminência de uma ameaça a nossa vida, apresenta-se para nos protegermos. A raiva é uma energia útil e prejudicial, por isso, temos que sabermos o modo como a usamos, para que possamos utilizá-la somente ao nosso favor e, não contra nós mesmos. Ou seja, o modo como a utilizamos determinará se estamos usando-a em nosso benefício ou não. Temos o poder de escolha, então podemos escolher entre manifestar nossa raiva ou reprimi-la, porém, a depressão ocorre quando há repressão dela, sendo reprimida, volta-se para dentro de nós mesmos. Isso significa que o não extravasamento da raiva, faz com que ela se volte contra nós, e a partir desse momento, passa a nos tirar o  ânimo, o prazer, o domínio, ficamos fracos, impotentes, inseguros, medrosos, enfim, perdemos a alegria. Na verdade, ao segurar dentro de si a raiva, a pessoa está se punindo.
Em virtude dos fatos mencionados, podemos constatar que a raiva não é boa nem má, depende do que fazemos com ela. Melhor do que reprimi-la, é aprender a deixar de dar as costas ao que acontece no nosso interior, conhecendo mais nossas emoções e entendendo os nossos sentimentos, para que possam funcionar a nosso favor; e não contra nós.

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quinta-feira, 6 de março de 2014

QUEM GOSTA DE SI, CUIDA-SE

Por Néa Tauil

Ao longo de mais de dezoito anos, como Psicoterapeuta, venho escutando e conversando com mulheres e homens, casais e grupos. E, embora possam ter sido impulsionados a procurar pelo tratamento psicológico, em primeiro lugar, pela depressão, medo ou ansiedade, decepção amorosa, dificuldade de relacionamento, sexualidade e assim por diante, logo a conversa mostra o quanto estão sentindo-se incomodados em relação a si mesmos o suficiente para desejarem cuidar-se e se compreender de modo novo, pois amar e cuidar de si próprio é a atitude oposta a tudo o que aprendemos a pensar e fazer. 

Fomos treinados na infância a acreditar que amor-próprio é egoísmo e que todo nosso amor e toda nossa estima deve ser focada no outro. Isso não é verdade, pois se não pudermos amar a nós mesmos, como seremos capazes de amar o outro? Para cuidar de nós, atender nossas necessidades e nossos desejos, devemos focar em nós para nos conhecer e isso não é egoísmo, é autoestima.

A autoestima é um sentimento que gera comportamentos direcionados ao eu proporcionando segurança, coragem, amor, força e capacidade. O nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia a saúde, o trabalho, as relações pessoais e profissionais. Amar a si mesmo é o primeiro passo para qualquer tipo de crescimento psicológico e melhora pessoal. Uma pessoa que gosta de si cuida-se, cria condições favoráveis para o bem-estar e a qualidade de vida. 

Para mim, particularmente, a psicoterapia beneficia as pessoas porque é um imprescindível instrumento para o resgate da autoestima. Como psicoterapeuta vejo da minha sala vidas individuais e familiares se transformando beneficiados pela psicoterapia. É sempre emocionante ver uma pessoa se re-situar  dentro de si mesma, encurtando a distância de seu próprio eu, desenvolvendo e explorando suas potencialidades criativas, intelectuais e emocionais, superando crenças infantis, abrindo-se para uma nova dimensão humana e trilhando confiante o caminho da maturidade através do resgate da autoestima.


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quinta-feira, 14 de março de 2013

¨CURA GAY¨

Por Néa Tauil

Em pleno século XXI, toda essa discussão sobre ¨cura gay¨ é uma grave ameaça à saúde e ao bem - estar das pessoas afetadas. Quando se fala na cura do câncer, pensa-se na maneira de extirpar uma doença. Pois, é nessa acepção do verbo curar que ele é usado na expressão ¨cura gay¨: extirpar de uma pessoa a ¨doença¨ de ter desejo sexual orientado para o mesmo sexo. Isso agride o conhecimento científico que rege a Psicologia e a Medicina, desde que se convencionou internacionalmente que a orientação homossexual não constitui uma doença.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) condena tratamentos para ¨curar¨ homossexualidade. Em comunicado divulgado no dia 17 de maio de 2012, Dia Internacional contra a Homofobia, a Diretora da OPAS/OMS, Mirta Roses Periago afirmou que ¨a homossexualidade não é um transtorno nem requer cura. Em consequência, não existe indicação médica para a mudança de orientação sexual¨.
O comunicado destaca que há consenso profissional de que homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana e não pode ser considerado como condição patológica. Contudo, vários órgãos das Nações Unidas constataram a existência de ¨clínicas¨ e ¨terapeutas¨ que promovem tratamentos que pretendem mudar a orientação sexual de não heterossexuais. Não há estudos científicos que demonstrem eficiência de esforços nesse sentido.

Entretanto, há muitos testemunhos sobre graves danos à saúde mental e física que tais serviços podem causar. A repressão da orientação sexual vem sendo associada a sentimentos de culpa, vergonha, depressão, ansiedade e até mesmo suicídio. Como agravante, há um crescente número de relatos de tratamentos degradantes e de violência física e sexual como parte da  ¨terapia¨, geralmente oferecida ilegalmente.

O documento faz um apelo para que governos, instituições acadêmicas, associações profissionais e imprensa exponham essas práticas e promovam o respeito à diversidade. ¨As práticas devem ser denunciadas e sujeitas as sanções dentro da legislação nacional". 

Na verdade, a orientação sexual é uma realidade que precisa ser compreendida e aceita para que possamos deixar de nos enganar e julgar com base em aparências, acreditando que a única expressão da sexualidade que existe é a heterossexual e as outras formas de expressão são doenças. Aqueles que não respeitam a diversidade na manifestação da sexualidade e ainda se acham no direito de condenar pessoas por causa de sua forma de viver ou de sua condição que difere da heterossexualidade, são pessoas em que suas mentes estão presas a um sistema de falsas crendices, preconceitos e tabus, pois é ignorância pensar que a heterossexualidade é a única manifestação do desejo afetivo-sexual, interpretando as demais manifestações como doenças e dignas de sanção moral. Nesse sentido, são os propositores de ¨cura gay¨ que necessitam de tratamento psicológico, pois quando se julga alguém, nunca se pensa de fato sobre si mesmo, e o que se vê são pessoas projetando inconscientemente  - nos outros - atributos pessoais, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie. Isto é, ao invés de a pessoa reconhecer o que desgosta em si, ela projeta em outra pessoa, sem perceber que tudo o que  gosta ou detesta no outro é porque tem em si. 

Sem dúvida, ao invés de pretender impor padrões de comportamento, excluindo a singularidade subjetiva inerente ao ser humano, reforçando preconceitos e a exclusão social, o melhor caminho é aceitar as diferenças e entender que existem várias maneiras de amar e, portanto, diferentes variáveis sexuais. Cabe, então, a cada um de nós refletir e questionar a própria sexualidade e não a dos outros, pois qualquer tratamento que diz curar homossexuais é infundado, já que nenhum profissional tem ferramentas para mudar a orientação sexual de uma pessoa. 





Fonte: Comunicado ONUBR - Nações Unidas no Brasil
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SAÚDE E QUALIDADE DO PENSAMENTO


Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia através do que pensamos e sentimos.


Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. 



A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. As células estão constantemente processando experiências e metabolizando-as de acordo com nossos pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.



Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo: a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídios na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sangüíneas ficam viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contém traços químicos diferentes das lágrimas da alegria.



Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: " Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos." 



Você quer saber como está seu corpo hoje? Lembre de seus pensamentos de ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!"




Fonte: Deepak Chopra - STOCK.XCHNG/DIVULGAÇÃO/BE


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