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sexta-feira, 23 de junho de 2017

BAIXA AUTOESTIMA PREJUDICA A RELAÇÃO AMOROSA


Por Néa Tauil



Nas relações íntimas, a autoestima direciona o tipo de relacionamento a ser conservado, pois quaisquer que sejam nossos sentimentos sobre nós mesmos, tendemos a refleti-los em nossos relacionamentos. Ou seja, a maneira como nos posicionamos diante de nós mesmos - na vida - direciona como vamos lidar com as outras pessoas. Isso significa que uma pessoa com boa relação consigo mesmo terá boas relações com os outros. O contrário também é verdadeiro: uma pessoa que se desmerece, que  diz  para si coisas negativas e que não acredita, ou não confia em si mesmo, seus relacionamentos refletirão esse negativismo. 

Como se pode ver, a questão da autoestima é muito mais importante do que as pessoas pensam, já que o nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia positiva ou negativamente tudo em sua vida. Há muitas definições para autoestima, mas todas têm em comum o conceito de amor por si mesmo. Mas o que é o amor por si mesmo? É agir amorosamente em relação a sua pessoa, satisfazer suas próprias necessidades e desejos, nutrir consideração e respeito por si mesmo, saber valorizar o que se tem de melhor, como também reconhecer os defeitos e limitações.

Na relação amorosa, os parceiros podem apresentar um nível alto ou baixo de autoestima. Nesse sentido, pode-se dizer que a pessoa com  autoestima alta acredita em si mesmo, é o que quer ser, desfruta a vida e assume responsabilidade sem culpar os outros e sem se justificar pelas escolhas que faz. Já quem sofre de baixa autoestima tende a interpretar fatos e sinais de uma maneira ruim e tem uma visão extremamente negativa de si próprio o tempo todo. A baixa autoestima é um sentimento de menos valia e que está sempre associada ao sentimento de insegurança. Estudos mostram claramente que a visão negativa que se tem de si mesmo é um fator determinante para o surgimento de transtornos psicológicos, como fobias, depressão, estresse, ansiedade, insegurança interpessoal, problemas de relacionamento e muitos outros. É fato que  pessoas com baixa autoestima tendem a adoecer mais, devido ao nível de exigência que se impõem para agradar aos outros, pelo alto desgaste emocional para lidar com as dificuldades, pela instabilidade e fragilidade emocional de se ver por meio dos "olhos" dos outros, o que promove frustrações diante de desaprovações. Não é demais ressaltar que os problemas de muitas pessoas é que se desprezam e se consideram seres sem valor e indignos de serem amados. 

Sem dúvida, a baixa autoestima prejudica a relação amorosa, já que  o parceiro(a) se relaciona com os recursos que lhe são oferecidos. Dessa forma, na relação amorosa é necessário primeiro gostar de si para que cada um desenvolva seus próprios recursos de modo a não se anular e não sobrecarregar o parceiro. Nesse sentido, pode -se notar que a autoestima não é apenas uma questão externa relacionada exclusivamente à  aparência, é  - acima de tudo  - uma questão interna. Por isso, investir apenas em transformações físicas como ( alterações de peso ou um corte de cabelo) não são suficientes para melhoria do autoconceito, pois o nível da autoestima está diretamente ligado ao modo como a pessoa se conhece, lida com suas emoções diante da realidade  e enfrenta as diversas situações. 

Com certeza, para amar a si mesmo é preciso se conhecer, a fim de atender as próprias necessidades e desejos. Conhecer-se melhor, sabemos, desde Sócrates (470-399 a.C.), é fundamental para o viver, já que os outros entram em nossa sintonia e repetem o que emanamos. Então, se é assim, seja o primeiro a se dar carinho, afeto, consideração e respeito, pois quando um dos parceiros não se ama e não se respeita, não pode exigir que o outro o ame e respeite.



Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)
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contato: neatauil@gmail.com