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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

AUTOESTIMA SE APRENDE

Por Néa Tauil

No momento atual, em que as manchetes revelam crimes chocantes, insegurança, abuso de drogas, enfim um enorme mal-estar social, parece-me que a máxima ¨ama teu próximo como a ti mesmo¨ foi substituída pela  ¨odeie teu próximo como a ti mesmo¨.  Podemos afirmar que isso vem ocorrendo por não haver aprendizado da autoestima? Mas o que é autoestima? É algo que pode ser aprendido?

Há muitas definições para autoestima, mas todas têm em comum o conceito de amor por si mesmo. Mas o que é o amor por si mesmo? É agir amorosamente em relação à sua pessoa, satisfazer suas próprias necessidades, nutrir consideração por si mesmo, procurar ver, sentir e compreender não apenas o mundo a sua volta, mas também o seu mundo interior.

Convém destacar que essa forma de agir consigo mesmo não é algo nato do indivíduo, mas sim adquirido, aprendido. Por isso, faz-se necessário que pais ou cuidadores tenham essa qualidade, para que possam servir de modelos para os filhos e, consequentemente, para a geração posterior. O mais indicado seria  praticar autoestima desde a infância, mas isso, muitas vezes, não acontece, e você  pode fazer parte da maioria das pessoas que não aprendeu a amar a si mesmo. Se assim for, saia dessa armadilha! Nossa plasticidade cerebral permite que possamos aprender novas habilidades ao longo de nossas vidas e autoestima pode ser aprendida a qualquer momento. Dessa forma, pode-se dizer que autoestima é uma habilidade adquirida como qualquer outra. Ou seja, ela é o resultado de um processo de ensino.

É importante destacar que: quanto maior for a disposição em olhar para si mesmo, maior será sua capacidade de enfrentar a realidade com seus problemas e desafios- ao invés de ser engolfados por eles - o respeito por si mesmo só crescerá, fazendo valer seus pensamentos, sentimentos, ideias e valores. Certamente, ficará mais confiante para fazer suas escolhas, responsabilizando-se por elas. Sentir-se-á mais confortável e fortalecido para se provar diante de qualquer circunstância, seja ela boa ou má, certa ou errada. Por fim, não há duvidas disto: quando nos amamos, temos vontade de dar amor ao próximo, pois a maneira como me relaciono com os outros é a mesma como relaciono comigo mesmo.




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