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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

FAMÍLIA EU - Movimento Social: educando para o amor-próprio

Por Néa Tauil


A história

Ao longo de mais de vinte anos, como psicóloga / psicoterapeuta, venho escutando e conversando com mulheres, homens, famílias, casais e grupos. Todos  impulsionados pela procura de tratamento psicológico, em decorrência de depressão, fobias, estresse, ansiedade, insegurança interpessoal, alterações psicossomáticas, problemas de relacionamento, baixo rendimento escolar e profissional, abuso de substâncias nocivas, problemas de imagem corporal, sexualidade, tentativa de suicídio, automutilação, incapacidade para regular as emoções e, assim por diante. Mas, também foi escutando, conversando e me envolvendo com pessoas - como psicoterapeuta - que testemunhei a relação entre o surgimento desses transtornos com a falta de amor-próprio. São muitas as pessoas que não se amam, que se sentem incomodadas em relação a si mesmas, com uma noção generalizada de falta de valor pessoal, desconhecendo o seu próprio potencial e domínio,  para se sobrepor a qualquer  erro ou fracasso, carregando na vida adulta a crença dolorosa de que é errada, inadequada, que não é apta, vivendo paralisada por medo de ser ridicularizada, além de ser uma presa fácil de ser manipulada, por não conseguir gerenciar-se na vida. Foi ainda, no meu consultório, escutando e dialogando com pessoas,  que no decorrer do processo terapêutico, vi  suas vidas se transformarem ao aprenderem a amar e cuidar de si mesmas. Participei de suas vitórias, batalhas psicológicas, conquistas e da força encontrada no amor-próprio. Assim, posso dizer que foi o trabalho - que tenho o privilégio de realizar - que me permitiu criar a Família Eu - movimento social: educando para o amor-próprio, possibilitando levar, para fora do consultório, ideias e ações voltadas para amor-próprio, para que possamos viver em um mundo melhor, com uma humanidade mais feliz, com mais amor e mais responsabilidade em relação a si mesma, aos seus diversos eus e aos outros.

O nome Família EU

A escolha do nome Família EU tem como propósito chamar a atenção das pessoas para a existência dos muitos eus (eu físico, eu mental, eu emocional, eu social, eu sexualidade e muitos outros) que formam  o nosso EU, que se interligam entre si resultando no que podemos chamar de ser humano. Também tem o propósito de  chamar a atenção para o fato de que cada eu possui uma necessidade essencial, que requer atenção e, quando optamos por ignorar constantemente as necessidades dos nossos muitos eus, corremos o perigo de perdermos o controle do nosso comportamento e nos tornarmos os nossos piores inimigos, pois a negação da nossa condição humana, em sua totalidade, limita o que conseguimos ver em nós mesmos e nos outros, além de cortar nossa ligação com o próprio recurso de que precisamos para viver uma vida plena, feliz e bem-sucedida.

O movimento

Oficialmente, a Família EU surgiu no dia 28 de fevereiro de 2018. Trata-se de um movimento dedicado a convidar as pessoas a se amarem e, a partir daí, ganharem coragem e confiança para pensar, reconhecer, entender, entrar em acordo, aprender a cuidar e aceitar os seus muitos eus, sem necessariamente gostar nem concordar com todos os sentimentos ou cada componente desses eus, possibilitando, assim, o resgate do amor-próprio. Isso quer dizer que, ao reconhecermos a nós mesmos como seres humanos, nos vemos com olhos mais compreensivos, aceitamo-nos e podemos aprovar a totalidade de nosso ser, embora não estejamos de acordo com todas as características dos nossos diversos eus.

Trata-se, na verdade, de um movimento que pretende mobilizar as pessoas, com dicas e reflexões que têm o poder de chamar a atenção de todos para o amor-próprio, pois amar-se é saber apreciar-se e  avaliar-se com discernimento e não com julgamento. É estar bem consigo mesmo respeitando a  própria essência. É olhar-se com consideração e devida atenção. É sentir os próprios valores como aceitáveis e naturais. Amar-se é reconhecer e aprovar seus limites e suas capacidades. É tomar posse de si, tornando-se seu próprio mentor e responsabilizando-se pelas próprias escolhas. Isso quer dizer que temos a capacidade de construir uma vida saudável ou uma vida de doenças, dependendo do modo como nos relacionamos conosco mesmos e da maneira como buscamos manter as relações a nossa volta.

Sem dúvidas, trata-se, ainda, de um movimento que vem desconstruir ideias errôneas sobre o amor-próprio. Por exemplo: para muitas pessoas, o amor-próprio está associado à ideia de egoísmo e este a algo ruim, nutrindo a crença de que todo nosso amor e toda nossa estima deve ser focada no outro.Talvez, essa associação esteja relacionada ao que foi ensinado sobre o egoísmo, pois normalmente, é visto como algo negativo e, de muitas maneiras, parece ter sido confundido com egocentrismo.  Mas, cabe lembrar que a definição de  "egocêntrico" é "estático ou estacionário, um centro ao redor do qual as coisas se movem; ocupado ou preocupado somente consigo mesmo". Porém, egoísta no sentido da autoestima, envolve relação consigo mesmo. O eu não é o centro ao redor do qual os outros se movem. Não se exige de ninguém a percepção do eu como centro de algo. Egoísta é aquele que se basta. O foco é simplesmente tomar conta do ego. Para cuidar de nós, atender nossas necessidades e nossos desejos, devemos concentrar a atenção em nós mesmos, pois se não pudermos cuidar e amar a nós mesmos, como seremos capazes de amar e cuidar do outro?

De fato, a Família EU foi  planejada para promover o amor-próprio como uma possibilidade de solução para um mundo melhor, pois quando damos a nós próprios exatamente aquilo que necessitamos, seja um elogio, seja um presente, seja um gesto gentil, e quando nos sentimos plenos e seguros, temos vontade de dar amor ao próximo. Em outras palavras, todos nós gostamos de carinho, afeto, consideração, respeito, mas, primeiro devemos receber de nós mesmos, pois os outros entram em nossa sintonia e repetem o que emanamos. Então, vamos pensar diferente para ter uma vida renovada por novos valores, novas perspectivas, vamos também olhar para dentro de nós e atuar. Juntos, podemos mudar o cenário atual da nossa sociedade, onde a máxima ¨ame o teu próximo como a ti mesmo ¨ foi substituída pela ¨odeie o teu próximo como a ti mesmo¨, pois é uma obrigação real, para consigo mesmo e com a sociedade, amar-se o máximo que puder, já que somente assim será capaz de amar os outros o máximo possível.





Movimento idealizado e desenvolvido pela psicóloga / psicoterapeuta Néa Tauil

Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)


Mais informações:

página facebook: Família Eu - fb.me/familiaeu8
e-mail: familiaeu8@gmail.com
Instagram: familia.eu
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