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sábado, 26 de março de 2016

CRENÇAS LIMITANTES: FELICIDADE COMPROMETIDA


Por Néa Tauil

Com bastante frequência, pessoas chegam ao meu consultório com um sentimento desagradável sobre si mesma, uma noção generalizada de falta de valor pessoal e desconhecimento  do próprio potencial, por estarem presas às crenças limitantes, formadas ainda na infância, mas que continuam vivas e presentes na vida adulta, com a mesma emoção e significado que adquiriram no momento da sua formação. 

Crenças são as ideias  e percepções consideradas absolutas e verdadeiras por quem as possui, ou seja, toda crença é uma verdade para quem acredita. Porém, além de haver as crenças positivas, existem também as negativas, conhecidas  como crenças limitantes. O objetivo aqui é focar somente nas crenças limitantes, já que são  elas que  diminuem  as possibilidades, as capacidades, o poder de transformação e o crescimento da pessoa. Há uma enorme variedade de crenças limitantes, entre elas, pode-se destacar as seguintes: "Eu não consigo fazer nada bem", "esse é o meu jeito", "eu não posso mudar porque é assim que eu sou", "eu não consigo me organizar," "eu nunca vou conseguir atingir meus objetivos", " eu não tenho direito a ter esta conquista",  "eu não sou capaz  de resolver este problema," "eu não tenho habilidade para fazer isso", etc. 

Sabe-se que as crenças limitantes  podem ser construídas de duas maneiras: através de uma única experiência, em que a emoção seja muito intensa (traumas e fobias como medo de nadar, de falar em público, de subir num elevador, de voar num avião, etc. são formados dessa maneira), ou pela repetição de experiências, onde a criança perceba o mesmo significado emocional. Em outras palavras, as crenças são construídas por meio das experiências vividas, de acordo com os modos de interação da criança com o ambiente e vice-versa. Mas, por sermos muito  pequenos e, ainda não termos  formadas uma série de aptidões emocionais, cognitivas, físicas e sociais, para que possamos discernir as crenças positivas das  negativas  acerca do que nos é ensinado pelos nossos pais ou cuidadores, aceitamos tudo como verdade absoluta. Por exemplo: se os pais são alcoólatras e a casa é uma bagunça, então a criança entende que todos os pais são dessa forma, como também todos os lares. Assim, tornamo-nos adultos sem perceber que são as crenças limitantes, aprendidas na infância, que podem nos deixar incapacitados, prejudicar, atrapalhar e emperrar nossa vida. 

Veja a seguir, através da metáfora do elefante preso por uma pequena corda, porque é importante a pessoa na vida adulta questionar o estilo de sua família, o treino e a aprendizagem que recebeu na infância:
O circo se instalou naquela cidade e trouxe várias atrações. Logo as pessoas se aglomeravam para ver a principal delas, um elefante, que durante o dia ficava do lado de fora amarrado por uma pequena corda.  
Um jovem observando aquela pequena corda que segurava o animal, se aproximou do domador que tratava o bicho e expôs a sua curiosidade.
– Amigo! Esta pequena corda não vai segurar esse elefante se ele resolver escapar. Pode ser perigoso um bicho desse tamanho solto pelas ruas de nossa cidade.
O que respondeu o domador olhando calmamente para o curioso.
– Ele nunca vai escapar!
O jovem insistiu.
-Mas como você tem tanta certeza que ele nunca tentará escapar? É um espaço pequeno e esta fina corda não vai segurá-lo se revolver conhecer a cidade.
O domador olhando dentro dos olhos do rapaz esclareceu.
– Ele não sabe da força que tem!
O rapaz não satisfeito questionou aquele homem que parecia ser imune da preocupação.
-Mas ele poderia tentar e logo saberia que é muito mais forte do que esta corda que o prende.
O domador continuando a tratar o elefante respondeu ao rapaz curioso.
Para ele saber que pode, teria que ser treinado desde pequeno. Agora já é adulto e segue as ordens como aprendeu durante o seu desenvolvimento infantil.
O rapaz sorriu com um olhar sarcástico.
-ah, mas se ele tentasse, você estaria em apuros.
O domador devolveu o sorriso com o mesmo sarcasmo que foi interrompido.
-Meu jovem, quantas pessoas você conhece que seguem ordens todos os dias e nunca fizeram nada diferente do que foram treinados? Que nunca tentaram escapar? O elefante é como uma pessoa. Amarrado desde pequeno em uma corrente, ele vai tentar, e tentar escapar daquele espaço querendo descobrir novas coisas. Com o tempo vai acreditar que nunca conseguirá e assim podemos amarrá-lo, domá-lo e usá-lo para o que quisermos. Com uma pequena corda, ou até um barbante podemos segurá-lo. Enquanto estiver alimentado em sua zona de conforto, este pequeno espaço, nunca tentara nada diferente

Pelo que se vê, as crenças limitantes não contribuem para termos uma vida feliz. Mas, não precisamos ficar presos a elas como o elefante, pois é possível resignificar todo acontecimento, independente do molde pelo qual é visto. Ou seja, quando o significado se modifica, as respostas e comportamentos da pessoa também se modificam. Então, se sua felicidade está sendo comprometida por tais crenças, faz-se necessário buscar ajuda psicológica para aprender a libertar a mente e o corpo dessa negatividade limitadora.




Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)
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Fonte da Metáfora: site: otimomesmo.com.br
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