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sábado, 20 de outubro de 2012

JOGADORES PATOLÓGICOS

EXERCÍCIO A FAVOR DO TRATAMENTO COMPULSIVO

A prática de atividade física reduz a vontade de jogar dos pacientes diagnosticados como jogadores patológicos. Na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), um programa de exercícios, aplicado pela professora de Educação Física Daniela Lopes, também conseguiu diminuir de maneira significativa os sintomas de ansiedade e depressão, muito comuns entre os jogadores patológicos.


A pesquisa foi realizada com 33 pacientes com diagnóstico de jogo patológico atendidos pelo Ambulatório de Jogo Patológico (PRO-AMJO) do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Todos tinham mais de 18 anos, com média de idade de 47 anos.

A maioria fazia uso de medicação, principalmente antidepressivos e estabilizadores de humor. O tratamento dos pacientes no PRO-AMJO dura de 12 a 15 semanas e inclui atendimento médico (consultas mensais ou bimestrais) e psicoterápico (sessões semanais). Em média, são recebidos seis novos pacientes por mês.

Durante dois meses, duas vezes por semana, os pacientes eram reunidos para fazer alongamento e exercícios aeróbicos - caminhada ou corrida leve - num total de 50 minutos de atividade física supervisionada por Daniela. 

Antes e depois de cada sessão, era feita a medição do desejo, que indicava a vontade de jogar que o paciente apresentava naquele momento. Essa medição também foi feita antes de o programa de atividade física começar, e após seu encerramento, por meio de uma tabela com uma escala em que o paciente indicava sua vontade de jogar, para verificar a evolução do nível crônico de fissura.

Na medição antes das sessões de exercícios, a vontade diminuiu de 2,3 para 0,9. Na verificação após a atividade física também houve queda, de 0,8 para 0,1. A motivação para os exercícios faz com que o desejo de jogar seja menor. O resultado ainda é mais relevante se for levada em conta a fissura sete dias antes do exercício apontada pelos pacientes, que caiu de 16,2 para 5,9. A pesquisa foi orientada pela professora Mônica Zilberman, da FMUSP.





Fonte: Agência USP e Revista Psique- edição 80



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