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sábado, 13 de outubro de 2012

PRECONCEITO SEXUAL


Por Néa Tauil


Muitas vezes, generalizamos e rotulamos segundo os critérios que nos foram passados, que por sua vez, aceitamos sem questionar, sem confrontar com a realidade. Usamos só nossa imaginação ou apenas nosso saber intelectual, sem nenhuma vivência, sem termos passado pela experiência, ou seja,  nos utilizamos de conceitos prévios. O preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória, perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. Há diferentes manifestações e tipos de preconceito, nesse artigo o foco é o preconceito sexual em relação às pessoas. Por definição, o preconceito sexual são atitudes discriminatórias dirigidas  contra pessoas com orientação sexual diferente da heterossexual. Em sociedades conservadoras, a lógica heteronormativa com sua gama de proibições acaba dando origem a discriminações, preconceitos e consequentemente, homofobia, causadores de sofrimento adoecimento e morte. 

É fato que quase a totalidade da comunidade LGBT (lésbicas, gays bissexuais, travestis e transgêneros) sofre com discriminações e preconceitos. Esse tipo de violência é uma maneira brutal de atingir a autoestima do outro e contribui para a instalação do adoecimento, justamente porque autoestima e saúde estão diretamente relacionadas, pois vivenciar tratamentos discriminatórios e preconceituosos corrompe fortemente o sentido de valor pessoal e de autoestima. Geralmente, muitos pacientes chegam no consultório para tratar de algum transtorno decorrente desses processos estigmatizantes e discriminatórios, como transtorno de ansiedade, entre eles: (fobia social, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, etc) depressão, problemas de relacionamento, sentimentos negativos, distúrbio alimentar, tentativa de suicídio e outros.

Sabemos que em pleno século XXI, ainda existe preconceitos sexuais fortíssimos devido ao elevado índice de analfabetismo no que se refere à sexualidade, pois a educação sexual oferecida para a população brasileira tende considerar o tema apenas em seu aspecto reprodutivo, é bastante superficial, limitada, imbuída de preconceitos, mitos e tabus, desconsiderando que a experiência sexual tem significados diferentes para cada indivíduo. Somos seres únicos, singulares, cada qual com a sua sexualidade. As pessoas são diferentes e diferenças não são defeitos, portanto diga não ao preconceito.



Todos os direitos reservados a Julcinéa Maria Tauil (Néa Tauil)
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